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sexta-feira, 16 de julho de 2010

Cinco Minutos


Imagine o que um atraso de cinco   minutos pode representar para uma pessoa... E se o destino quisesse pregar uma peça e, em consequência desses cinco minutos, lhe apresentasse alguém muito misterioso?
Embale essa história com uma das mais belas árias produzidas por Verdi e pronto, está feito o encanto.
Creio que li essa trama umas dez vezes, não tem jeito, sempre me emociono com o estilo de Alencar.


quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Ainda sobre Proust

Gosto muito de comprar livros em Sebos, a simples idéia de que estou lendo um livro que outra pessoa já manuseou instiga minha imaginação, será que meu antecessor gostou do livro? De quais trechos mais gostou? Por que vendeu o livro?Cheiro, textura, marcas e rabiscos nas páginas são ingredientes mágicos deste feitiço que livros antigos provocam em mim.
Para organizar minha coleção de Em busca do tempo perdido, resolvi recorrer a um sebo, os livros estavam mal tratados, as capas rasgadas, cheirando a mofo... sem contar com páginas e páginas repletas de anotações, o vendedor disse que só tinha aqueles e que poderia guardar outros "melhores" para mim, mal sabia ele que aqueles livros representavam um tesouro para mim e mal sabia eu que encontraria uma amiga chamada Regina, uma carioca que escreveu e riscou trechos do livro nas páginas, comprou alguns doces na padaria e registrou as datas em que havia lido e relido a obra na capa.
De certa maneira ela me acompanha na leitura, costumo conferir se meus trechos favoritos são iguais aos dela, também gosto de observar quais palavras ou expressões intrigantes para mim são comuns às que ela destacou, não sei qual a sua profissão, tampouco se estudou a obra para fins de mestrado ou doutorado, algo é certo, sua letra grande e inclinada me indica possibilidades de leituras que sozinha eu não alcançaria.
Obrigada, Regina!

sexta-feira, 24 de julho de 2009

O último: Kafka e a boneca viajante

Assim como o primeiro livro, este me encantou pela capa, um banco, um chapéu e um envelope em um parque (tudo isso associado a Kafka e a uma boneca viajante).
Como confortar uma menininha que acabou de perder sua boneca preferida?
Kafka encontrou uma maneira muito interessante para ajudar essa menininha a reencontrar a alegria e Jordi Sierra i Fabra com base nas lembranças de Dora Dymant contou essa história neste livro terno e comovente.


http://www.martinseditora.com.br/detalhes.asp?id=292040

quinta-feira, 23 de julho de 2009

O primeiro: Cazuza - Viriato Correa


Minha primeira paixão, aquele menininho com olhar terno pedindo um amigo seria meu companheiro por meses, palmatórias e autoritarismo passaram a fazer parte de minha rotina... e indignada eu sofria com a maneira como meu amigo era tratado.



Fiquei adiando o final do livro e quando acabei a leitura chorei de saudades.




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